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A mostrar mensagens de agosto, 2026

Volta, o trabalho não remunerado 2

Alguém que estimo muito disse-me:  "Este é um sistema que tem décadas e funciona muito bem no centro da Europa e percebo a frustração de quem como eu, recicla tudo e mais um par de botas. Mas somos a minoria. A maioria de nós não recicla e nem quer reciclar. Por isso, sistemas como este têm de existir" Estou de acordo, é uma forma de fazer com que mais consumidores não enviem latas e garrafas de plástico para o lixo comum, que vão parar em aterros e em muitos países despejados ao mar. Mas isso não é suficiente. É preciso fazer mais. Em minha opinião, o objetivo, simulado, foi para as empresas de recolha de resíduos pouparem na contratação de trabalhadores para fazerem a triagem dos residuos.  Esta economia de escala já tinha acontecido em 1985 com a entrada dos multibancos, que levaram mais tarde ao despedimento de muitos funcionários bancários. Não imediatamente mas ao longo dos anos, e mais ainda com o evento do netbanking. Nem por isso os custos bancarios para o depositant...

Volta, o trabalho não remunerado 1

Nota: Não sou o autor deste texto mas sim alguém que se identifica como JF, mas achei-o tão atual que não resisti a divulgá-lo aqui, na esperança que chegue a mais pessoas que, tal como eu, estão contra esta manobra da indústria com objetivos puramente lucrativos e não ambientais como se pretende fazer crer. Um agradecimento ao autor, seja lá quem for, "O Volta não é consciência ambiental. É um trabalho não remunerado disfarçado de virtude cívica. Vendem-no como progresso, como sustentabilidade, como o velho cliché "todos temos de fazer a nossa parte". Na prática, o esquema é simples: delegaram a recolha e a pré-triagem do lixo ao cidadão sem qualquer custo, e convenceram-no de que está a ser recompensado por isso. Sejamos honestos sobre o que está em causa: as garrafas de plástico e as latas são os resíduos mais valiosos em toda a cadeia de reciclagem. Em vez da indústria aperfeiçoar a sua própria logística de recolha, transferiu para o cidadão a primeira etapa de...

Posso ou não colocar o meu chapéu de sol na praia de Monte Gordo?

  A questão do chapéu de sol em Monte Gordo tem gerado bastante debate e confusão. A resposta é: podes colocar o teu chapéu de sol na praia de Monte Gordo , mas não em qualquer zona do areal . O que acontece é que existe uma restrição sobre colocar o chapéu à frente da zona concessionada (a área reservada às espreguiçadeiras e toldos pagos). A legislação nacional estabelece que o uso do areal das praias é livre e que as concessões só podem ocupar uma percentagem limitada da praia. Contudo, deixa espaço para interpretações ambíguas: A Legislação Nacional (APA/Governo) d iz claramente que a praia é pública e que não se pode proibir os banhistas de colocarem o chapéu no areal livre. Os Editais de Praia e Regulamentos Locais dão margem aos capitães do porto e autoridades locais para definir "zonas de circulação e emergência", criando a brecha perfeita para proibir a permanência prolongada com chapéus de sol nessa faixa específica. É esta incoerência que faz com que mu...